terça-feira, 6 de outubro de 2009

MINA DE AMOR-Carvalho Branco




Fonte:Poesia em Toda Parte
Blog usado por Clevane Pessoa para mostrar que a poesia pulsa em diferentes espaços e lugares de ser e estar.
http//poesiaemtodaparte.blogspot.com

blog de Clevane Pessoa
Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
MINA DE AMOR-Carvalho Branco (Cônsul de Poetas del Mundo no Rio de Janeiro e Presidente do InBrasCi)

Poster (Le Printemps de Dave Kehr)



Imagem :cores primaverís captadas por minha digital ontem (05/10/2009)do espetáculo Paisagem Lunar-MoonScape, do Maestro Mineiro Andersen Viana,com a competente direção artísta de Regina Mello . Artes de Esthergilda Menicucci (poeta e artista plástica) e Abadia (escultura).Música mesclada ás artes e à Literatura de Andersen.


A presidente do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais-InBrasci- costuma assinar seus poemas com o pseudônimo de Carvalho Branco.
Primavera traz naturalemnte Poesia e ela nos envia um poema onde a amorosidade está exposta:


Com meu "bom dia", a poesia que está no ar...
Luz, Paz, Amor...
Marilza.

MINA DE AMOR
Carvalho Branco

Nem sei bem o que me leva
A ficar assim exposta...
Se ontem era nada mais que Deva
Nas nuvens do Infinito,
Hoje, Sereia, em águas do sul da costa,
Duende a debater-se em atrito
Nas negras pedras da encosta...

No amanhã, o que serei?
Uma lágrima que escoa,
Triste dama sem valete
Ou sem seu rei...
Esgarro humano que reboa,
Resto de cigarrete
Que se esfumaça
E ao sopro da vida passa?...

Pássaro que voa ao infinito,
Asas abertas, cujo cantar
É nada mais que um grito,
Som inaudível na imensidão do ar...
Fênix das cinzas renascida,
Alma liberta, chispa divina, vida,
Parte, fração do verbo amar...

A teus olhos me desnudo.
Dispo-me de pudores
E tu, em silêncio mudo,
Mistura-te aos meus olores...
Nada de nós é perdido
À superfície do meio;
Frasco ao conteúdo fundido,
Tu, mergulhado em meu seio,
Somos, assim, uno arco da aliança
Que ao eterno mais avança,
Mina de amor, inesgotável veio!

Divulgação:
Clevane Pessoa
Diretora Regional do InBrasCi emm Belo Horizonte, MG
CÔnsul Z-C em BH/MG de Poetas del Mundo

"Poesia para parar o tempo"

“Poesia para parar o tempo”

Carlos Lúcio Gontijo

Dia 5 de outubro de 2009, em Belo Horizonte, comparecemos ao lançamento do primeiro livro do poeta Antônio Carlos Dayrell, que recebeu ilustrações de Iara Abreu e prefácio da poetisa Bilá Bernardes. Dayrell é daquelas pessoas que carregam sensibilidade e poemas no olhar. Ou seja, lançar um livro é apenas uma oportunidade de registro do ser humano diferenciado que ele é, pois, com ou sem edição gráfica de seu pensamento poético, Dayrell não deixaria de ser, por meio de seus gestos diante da vida, poeta!
Nossa experiência de muitos anos na estrada literária, com 13 livros editados e, hoje, disponibilizados ao público na internet através de site com livre acesso, nos dá a exata noção de quanto é difícil editar livros no Brasil, onde as editoras pouco ou nada arriscam no lançamento de novos autores. E, assim, o Brasil, em plena democracia, tem tantos (ou mais) autores inéditos quanto no longo período ditatorial por que passou.
Não é à toa que, ao falarmos em novos autores no País, tais autores podem ter, por exemplo, 85 anos, como é o caso do jornalista Sebastião Henriques, que um dia nos procurou para que prefaciássemos um livro de poesia intitulado “A natureza em cantos”. Fizemos-lhe o prefácio com todo o carinho, mas nosso amigo “Tião” demorou anos a fio para conseguir editar sua obra literária. E ainda bem, pois conheço muitos (alguns prefaciados por nós) que já desistiram de tão difícil missão.
Então, é por essas e outras, que regozijamos e ficamos felizes quando alguém consegue quebrar barreiras e editar livro independente no Brasil, onde a cruel realidade é que, com a rara exceção dos grandes nomes, o setor editorial brasileiro sobrevive à custa dos autores independentes, uma vez que as editores têm por hábito vender seu selo ou logomarca, numa aparente edição bancada, quando na realidade o autor está pagando parte da edição.
Dentro de quadro tão adverso se multiplicam as ofertas de participação em coletâneas, onde os autores “escolhidos” – com raríssimas e pontuais exceções – pagam para ter seus poemas ou contos publicados. A prática funciona mais como meio de arrecadação de gráficas e editoras do que para a promoção de poetas e escritores, pois não há como alicerçar ou consolidar trabalho literário por intermédio da pulverização de registro autoral em coletâneas. No entanto, é a única saída possível para matar a sede – que todo autor guarda no peito – de ver seus textos e poemas publicados.
Dessa forma, deixamo-nos tomar por licoroso contentamento, ao assistirmos a poetas como Antônio Carlos Dayrell vencerem a inoperância dos incentivos culturais governamentais, que só correm para o mar, ou melhor dizendo, para os autores e agentes culturais focados pelos holofotes ignaros dos grandes veículos de comunicação, enquanto atiram migalhas aos movimentos ligados à chamada cultura de raiz Brasil afora – que existem e, apesar de não serem nem nacionais nem estaduais, cumprem importantíssimo papel social nas localidades em que atuam.
Parabéns, poeta Antônio Carlos Dayrell, pela edição do artesanal “Poesia para parar o tempo”, onde você nos revela um mundo sob o jugo e a indiferença dos podres poderes putrefatos, em principesca farra paga com recursos e verbas públicas, como bem nos diz o seu aforismo poético “Carteado”: Se a cidade está sob controle, os governantes jogam bridge.
Carlos Lúcio Gontijo
Poeta, escritor e jornalista
www.carlosluciogontijo.jor.br

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

InBrasCi-Departamento Cultural Literário-Coletânea Cooperativada



InBrasCi-Departamento Cultural Literário-Coletânea Cooperativada






A Dra.Marilza Albuquerque (Carvalho Branco)nos envia a chamada para a coletânea da entidade, à qual preside :




InBrasCI - Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais
Fundação: 13-02-2006
Biblioteca Bartira: Rua das Oficinas, 211, Eng° Dentro, Rio de Janeiro, RJ - Brasil
CEP: 20 770-010 tel.: 2595-2161
Departamento Cultural Literário
Setor de Projetos
O InBrasCI, INSTITUTO BRASILEIRO DE CULTURAS INTERNACIONAIS, na inter-relação artístico-social entre os povos, rompendo o individualismo, pretende promover a cultura da paz através da palavra escrita, objetivando a livre-expressão, incentivando a produção literária de antigos e novos escritores, reunindo em obra literária os textos, os depoimentos de vários escritores .
O InBrasCI pretende manter uma publicação anual em coletânea cooperativada, onde também registrará o histórico do INSTITUTO. Podem participar da coletânea escritores amadores e profissionais, sem limites de idade, que escrevam em Língua Portuguesa, em âmbito nacional e internacional (países de Língua Portuguesa).
Tema: Construindo a Paz
Limite: Cada autor poderá participar com o número de páginas que desejar. Com o máximo de 30 linhas por lauda e uma pequena biografia atualizada de 10 linhas, no máximo.
Orçamento: Página ( R$ 70,00 ) dando direito a 5 exemplares por cada página publicada. Ou (R$100,00) por página publicada, dando direito a 10 exemplares. Conta para depósito: Banco do Brasil: Agência 3516 – 5 – Conta corrente 17004 – 6. Envie pelo correio o comprovante de depósito para Rua das Oficinas, 211, Eng° Dentro, Rio de Janeiro, RJ – Brasil CEP: 20 770-010 ou por e-mail : marilza.albuquerque@oi.com.br
Telefone: 2595-2161/ 2594-7779

Prazo: Recebimento dos textos de abril até final de novembro de 2009, valendo a data da postagem. Enviem os trabalhos para a Rua Evaristo da Veiga, 83, Apart. 401, Centro, Rio de Janeiro – RJ CEP 20031 – 040, em nome de: Coletânea InBrasCI / 2009.
Lançamento da Coetânea: Dia 04 de dezembro de 2009, à Rua Teixeira de Freias, Nº 05, Centro, Rio de Janeiro - RJ às 16:00h.
Marilza Albuquerque – Presidente do InBrasCI

Benedita Azevedo: Diretora do Departamento Cultural Literário
Marcadores: InBrasCi-Departamento Cultural Literário-Coletânea Cooperativada

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Dia do Professor, 15 de outubro

Dia do Professor, 15 de outubro

Carlos Lúcio Gontijo


A lamentável situação do ensino brasileiro, onde as crianças completam, em média, apenas quatro anos na escola, é responsável pelo baixo poder de mobilização da sociedade constantemente tripudiada e dirigida por uma elite que vai da empresarial, política, intelectual e religiosa até à indisfarçável elite sindical.
Não é preciso ser nenhum especialista em educação para observarmos que o planejamento estrutural do ensino brasileiro, principalmente o fundamental, se encontra pedagogicamente montado para atender 20% de sua clientela, uma vez que sua linguagem está voltada para os usos e costumes das camadas mais abastadas ou menos desafortunadas da população, o que explica o fato de muitos alunos abandonarem os estudos antes de completar o quarto ano. Ou seja, a própria formatação didática contribui para a ampliação da evasão escolar.
Os temas educação e saúde são tratados como prioritários apenas nos períodos eleitorais, quando os políticos, do alto de seus palanques, buscam a conquista dos votos necessários para alcançar o sonhado mandato, por meio do qual ao invés de se tornarem representantes do povo passam a ser representantes de si mesmos e dos grupos financiadores de suas campanhas.
A bem da verdade o governo brasileiro ainda se nos apresenta bastante distante de exercitar o investimento pleno em educação e saúde, que são setores onerosos e de resultados a longo prazo, que costumam ser colhidos a pelo menos uma geração depois de aplicados, ao passo que a eleição está sempre tão próxima. Não é à toa portanto que o Brasil, em matéria de educação, esteja ao lado da Indonésia, Paquistão e Bangladesh, situando-se assim entre os dez países que, juntos, arcam com 73% dos analfabetos de todo o Planeta. Por desestímulo, pobreza, distância da escola ou necessidade de trabalhar para ajudar no sustento da família, um número significativo de alunos deixam os estudos constantemente.
Diante de um quadro em que a administração pública não prioriza a educação, é lógico que os professores padeçam a saga do descaso e dos baixos salários. Em Minas Gerais, por exemplo, uma bibliotecária do ensino fundamental, mesmo com o propalado incentivo à leitura apregoado pelo governo do Estado, já em final de carreira, preste a se aposentar, com todos os quinquênios e penduricalhos possíveis, não ganha mais que 600 reais.
Indubitavelmente, ao constatarmos o nosso estágio educacional, somos tomados pela certeza de que as nossas autoridades constituídas seguem, com renitência e devoção, o famoso conselho de Lao-Tsé, filósofo chinês nascido na China (604 a.C), que recomendava aos governantes: “Enfraquecei os espíritos e fortificai os ossos”. Ou mais claramente: educar o povo é arruinar o Estado, colocar em perigo o poder totalitário – democraticamente legitimado pelas urnas e dependente da ignorância dos cidadãos, que subjugadas culturalmente não conseguem exercer em plenitude a sua cidadania.
Dessa forma – numa homenagem ao Dia dos Professores –, conscientes de que jamais seríamos o “escriba” (ainda que menor) que somos sem o apoio dos mestres que passaram por nossa vida estudantil, enviamos muitos livros de nossa autoria, em espontânea doação, às 18 bibliotecas conveniadas à Associação dos Amigos das Bibliotecas Comunitárias da Região Metropolitana de Belo Horizonte (SABIC), à Borrachalioteca (criação do jovem amigo Marcos Túlio Damascena, em Sabará/MG), além de passar exemplares ao idealista projeto “Livros ao Pé da Árvore”, sob o comando do sensível advogado e escritor João Silva de Souza, que esporadicamente sai, aos domingos e feriados, deixando obras literárias pelas praças da capital mineira afora, sob a esperança de que elas façam germinar, na mente das pessoas que as “pegarem”, a esperada flor primaveril sonhada por todos os bons professores e defensores da educação: o supremo e indispensável gosto pela leitura.
Carlos Lúcio Gontijo
Poeta, escritor e jornalista
www.carlosluciogontijo.jor.br